QUE PENA!

Que pena que algo que tinha tudo pra ser lindo, por pelo menos seis meses, se estragou em menos de dois.
Mesmo que passasse a ser algo acre ao final desses seis meses, difícil de superar, seria muito menos ácido se tivesse sido aproveitado e degustado docemente por esse tempo. Pode até não parecer, mas seis meses é tempo pra caramba, se bem aproveitados. São 24 semanas, 72 dias de finais de semana, mais os feriados todos, e não foram poucos! (7 de set. , 12 de out. , 2 e 15 de nov.
É uma pena, que por covardia, e dessa vez, e pela primeira vez não minha, algo legal foi pro espaço. Algo lindo se distorceu e se deformou. Algo alegre e leve se tornou um pesado tormento.
Lamento muito, mas creio que é melhor finalizar, antes que o morto feda. É melhor deixa ir, abrir mão, se libertar, seguir um novo rumo nessa mesma estrada! Queria vive-lo até o último segundo, na despedida em um aeroporto, com o sonho de algum dia poderíamos estar juntos novamente, aqui ou em qualquer outro lugar: tua terra, que parece é linda, na Grécia, que é o sonho de ambos! Mas já compreendi que a tua intensão não é a mesma.
Não sei exatamente o que deu errado, mas prefiro acreditar que suas infinitas e criativas desculpas sejam somente um mecanismo de defesa para te proteger do sofrer que chegaria somente em janeiro.
Se te magoei, com minhas decisões tomadas, com minha impulsividade, com minha falta de paciência, com a necessidade de uma vez no ano atender aos meus desejos mais simples, perdão! Eu te perdoo, pelo sofrimento sentido a cada vez que eu fui esquecida por você, cada minuto que poderíamos estar juntos e não estivemos porque você tinha outras prioridades. Valeu o sonho! Valeram as fantasias! Valeu o investimento, mesmo que o lucro não seja desfrutado por você, mas provavelmente por alguém que me queira e que eu não tenha dado chances antes.
Parto hoje para outra! Me abro, nesse momento de desabafo, para outra pessoa, alguém que não tenha medo, ou não tenha tanto!
Eu, se não superei, pelo menos evolui muito com relação a isso, com relação a me abrir.
Eu estava disposta a mergulhar de cabeça e mergulhei, mas descobri que o mar era muito raso. E mesmo insistindo e persistindo, não pude aprofundar, devido a barreiras naturais que me foram apresentadas por você.
Desejo-te toda a felicidade! De verdade! É triste a despedida, agora ou no futuro! Mas EU sei que, ao olhar para trás, não me arrependerei de ter tentado e insistido. Terei certeza que tentei ir além. Seja feliz! Porque eu vou perseguir a minha felicidade, mesmo quebrando a cara.
Como diz Fernando Pessoa: “tudo vale a pena se a alma não é pequena!”. Eu aprendi! E não me arrependo!

~ por Helgha WeiBfüder em novembro 4, 2011.

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