SOBRE O PODER ESQUECIDO DA SEDUÇAO
Assistindo ao filme Drácula de Bram Stocker para uma análise psicológica e de conversas recentes com amigos e amigas, não pude deixar de pensar nas posições confusas em que os seres humanos (homens, mulheres e afins) se encontram atualmente.
Já ouvi comentários de ambas as partes sobre qual a posição que nos encontramos perante o outro.
Homens não sabem mais que atitudes tomarem com relação às mulheres, e as mulheres não sabem mais que posição tomar perante o mundo.
Não quero discutir a questão de quem seria o sexo forte ou sexo fraco, uma vez que para haver sexo, deve haver comunhão de dois ou mais corpos, ou pelo menos, no meu ponto de vista um corpo e uma idéia de outro corpo.
Mas, como é popularmente sabido, sempre coube a mulher, apesar de sua extrema força e coragem, se por em posição de “inferioridade” aos olhos dos homens, que por sua constituição física apresentam um corpo mais preparado para os desafios impostos pelo mundo. A função de conseguir o alimento, e descobrir locais novos de manter a segurança do núcleo “familiar” sempre coube a eles. Enquanto que cabia à mulher a função de aconselhadora, da sensibilidade, do olhar alem do que se pode ser visto a olhos nus, de indicar e mostrar.
Com a revolução sexual que aconteceu ao longo de anos e anos, essa “funções” naturais do corpo foram sendo modificadas e conscientemente esquecidas, apesar de seus registros continuarem impregnados no DNA de cada individuo.
Como ouvi dizer, não é tão recente quanto possamos imaginar essa confusão. No principio a mulher era vista como uma deusa, pois era a única capaz de gerar uma nova vida, vide as imagens criadas nesse período.
Por isso era protegida pelo homem. Quando este percebe que na verdade uma nova só é gerada com a “magia” do encontro de dois seres opostos e complementares, ele passa a ver a mulher como objeto a ser protegido de outros “predadores”. Ela passa a não ser mais a companheira, o complemento, para se tornar posse, como um objeto de adorno. A mulher não se resigna e aceita essa posição, uma vez que continua sendo protegida por “seu” homem.
Com o inicio dos conceitos de civilização, o desenvolvimento da cultura e a instituição de religiões, a mulher é posta ainda em situação mais inferior, como apenas um deposito de sementes geradora de novas vidas e sua “função” é trancafiada e esquecida em seu subconsciente. Surge aí a famosa “culpa católica” (que, apesar do nome, existe em qualquer outra religião) a mulher, como objeto a que foi destinada, não tem que participar de um ato de comunhão para que a “magia” aconteça. Ela deve servir ao seu senhor, sem nenhuma atitude ativa, ou seja, sem o prazer.
As mulheres mais uma vez se deixaram por nesta posição, mas como disse antes, sua memória genética forçou-a a tomar uma atitude e buscar seu lugar ao lado e não abaixo dos homens. O único erro nesse pedaço da historia é que a mulher não soube usar sua arma mais poderosa, até por que ela simplesmente apagou do consciente que arma é essa: A SEDUÇAO.
Elas tomaram os postos que cabiam aos homens, partiram para a ação física, caíram no mercado de trabalho, passaram a utilizar a força física e mental, que lhes é natural, e ainda para piorar não puderam deixar de lado a necessidade de continuar gerando vidas para a manutenção da espécie.
Essa revolução se deu tão rápido que entendo porque os homens não sabem mais qual o lugar que lhes cabe na vida da mulher. A força física elas tem, p o poder de decisão e de escolha, também. O que sobrou para eles além, de serem meros colaboradores na “magia” da geração?
Meus amigos me comentam: “Nós homens estamos perdidos com relação a vocês mulheres. Não sabemos como proceder. Se tentamos oferecer ajuda, vocês dão a entender que não é necessário porque vocês são altamente capazes de se virar e conseguir seja lá o que for. Se não nos propomos a prestar uma ajuda, vocês acham que não existe interesse, atenção, carinho. Enfim..”
Minhas amigas comentam: “me chamaram para sair, e nem para, sequer fazer menção de oferecer para pagar o café, não que fosse aceitar, mas pelo menos poderia ter tentado. Ele não está preocupado com meu estar”.
Ora, se você não iria aceitar, então porque reclamar? Se for para aceitar, então simplesmente não pague.
Por conta desse tipo de situação, é que as relações humanas estão cada vez mais doentes e enfraquecidas. Não culpo nenhum dos lados por essa bagunça. Não há culpados, mas há a possibilidade de se tentar restaurar a situação.
Mulheres, deixem que os homens usem seus atributos naturais para serem úteis. Que utilizem sua capacidade de provimento.
Homens, por mais que as mulheres pareçam duronas e independentes, no fundo nós queremos ser seduzidas e impressionadas. Queremos ser protegidas, abraçadas, desejadas. Não somos e nem queremos ser maquinas sexuais, prontas para sermos postas em funcionamento no momento que melhor lhes convém.
Sei também, que as mulheres se prestam a este tipo de atitude para não parecermos tolas, fúteis, inúteis. As mulheres têm que recuperar seu poder de sedução, sua feminilidade. Não temos que agir como “machos” capazes de todas as coisas que envolvam força, destemor, coragem, etc. Já descobrimos que somo capazes disto tudo, mas por que não deixar alguma atividade para os homens? Não precisamos ser submissas, em hipótese alguma, mas podemos voltar a nossa posição de companheira. Lado a lado, nem à frente, nem às costas. Nem por cima, nem por baixo. Mas ao lado. Na mesma posição.
Creio que quando percebermos isso, tudo será bem melhor no que tange os relacionamentos.
Eu particularmente sinto falta de poder ter um espaço e um tempo para seduzir e ser seduzida. Caí nessa armadilha como todas as outras mulheres. Mas gostaria muito de poder me soltar e encontrar um espaço ao lado de alguém que partilhe da mesma visão.
Algum candidato?
“podem postr comentarios para o enriquecimento deste blog e desta candidata a blogueira..”
