Tenho medo de palavras
principalmente as minhas.
Só eu sei o que sou capaz de fazer quando começo a derramá-las sobre o papel. E quando isso acontece é porque eu realmente preciso extravasar minhas emoções e sentimentos. Na falta do que fazer na solidão da noite no meio da floresta onde ninguém me vê ou ouve. Quando realmente posso ser o q sou. Sem vergonha, a não ser de mim mesma. As besteiras, que somos capazes de fazer nesses momentos, só Deus sabe, se que Ele não desistiu de saber também. Mas ouvindo Chico Buarque, q melhor do q qualquer mulher consegue desfraldar seus sentimentos mais íntimos, aqueles que nem ela tem coragem de visitar dentro de si, é praticamente impossível não cuspir palavras. Sentimentos, pensamentos, sonhos, ou seja lá o que for isso.
Me pego (vergonhosamente) futricando o orkut de pessoas q há muito cortei de minha vida, de minha companhia. E q fico pensando com o é estranho ver q a pessoa q você apresentou para amigos queridíssimos, de repente parece como sendo uma ligação deles com você. É uma situação estranha esse mundo ciberneticaotico. Onde os valores de relações pessoais passam a ser controlados por maquinas não tem o menos conhecimento de realidade, de pessoalidades, de origem de relações e fim delas.
E enquanto vejo o passado peço a Deus que ilumine e abençoe esta pessoa para que ela seja feliz, apesar de eu não ter sido e de jamais ser capaz de fazê-la feliz.
Ao mesmo tempo penso em todas as entidades aparecem em meu percurso de vida, todos os tipos estranhos q existem neste minúsculo mundo onde fazemos algo indefinível, (por que viver deve ser algo mais do que o que fazemos todos os dias). Não penso na morte. Porque a cada dia se morre e se revive um pouco. Deixamos coisas e pegamos outras para substituí-las.
Penso no que almejo, mas tenho certeza de que não sei o que almejo. Talvez, dificilmente saiba o que não almejo. Mas acabo por cair em arapucas plantadas pela Vida em meu caminho tão tortuoso…
Desculpe estas palavras tortas. Mas sou assim mesmo e como canta Gloria Gaynor: “I am What I am, and what I am needs no excuses” (“eu sou o que eu sou, e o que eu sou não precisa de desculpas”) nenhuma frase me traduz melhor do que esta. Não sei o que faço de vez em quando, principalmente viajando ao som de Chico Buarque, e Amy Whinehouse.
Sei lá acho que é isso. Já despejei bastante.
Valeu
P.S.: apesar da graduação em Letras, sei e reconheço que não sou boa com palavras e regras gramaticais complexas de nossa tão expressiva língua.

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